sábado, 1 de novembro de 2008

SOB O SÍGNO DE ESCORPIÃO
Beto Dourah nasceu em 24 de outubro.

ESCORPIÃO: A INSUSTENTÁVEL FORÇA DE SER

Escorpião é um signo tão intenso e forte que o astrólogo Robert Jansky não se conforma em atribuir as qualidades do elemento Água a ele. Como toda esta intensidade e força estão ligados à expressão (ou à falta de expressão) emocional de Escorpião, creio que podemos atribuir-lhe o elemento dos sentimentos, Água. Costumo dizer que, dos três signos de Água, Escorpião é, por analogia, aquela água do Loch Ness: calma e inescrutável na superfície, porém tão profunda que não sabemos o que encontraremos nas profundezas. Um monstro! Já Câncer é a Água de um córrego límpido e fluente, Peixes, o oceano difuso.

No momento em que estou escrevendo este artigo, encontro-me na louca cidade de São Paulo, que, no momento de sua fundação, estava com Plutão em Peixes cravado no seu Ascendente. Plutão, juntamente com Marte, é o regente de Escorpião. Senhor dos Infernos, raptor de Perséfone. O planeta – ou planetóide, para não melindrar os astrônomos – em trânsito traz mudanças drásticas, demoradas e profundas em nossa vida. É aquele que gera perdas e renascimento. A cidade de São Paulo é o retrato desta intensidade e deste radicalismo plutoniano/escorpiônico. É um lugar que vai até as últimas conseqüências naquilo que quer. É a cidade do sexo, praticamente, ao ar livre com seus cinemas pornôs no ar 24 horas e a prostituição de toda a espécie e em qualquer lugar. Mesmo que você esteja vindo de um lugar mais calmo, São Paulo domina sua psique de uma maneira silenciosa e você acaba sucumbindo ao seu domínio como uma presa se submete a uma serpente, e começa a vivenciar a roda viva das correrias, da pressa, da sensação de estar vivendo o último minuto de sua vida. São as características escorpiônicas que sentimos nesta cidade, logo quando chegamos. O domínio de Plutão que torna insustentável evitar a sedução típica de Escorpião.